O mioma uterino é uma forma de tumor, quase nunca maligno, que surge em 1 a cada 5 mulheres. Pode causar, entre outras coisas, a infertilidade e sucessivos abortos espontâneos.
O mioma se forma pelo desenvolvimento excessivo e descontrolado dos tecidos musculares lisos que compõem o útero, causado pelo excesso de hormônios, em geral estrogênio, e que se manifesta na forma de nódulos. As causas dos tumores são desconhecidas pela medicina e, por isso, não existe nenhuma forma de prevenção direta. Contudo, é essencial tomar cuidado na prescrição de tratamentos de reposição hormonal, que podem induzir o crescimento e apenas o crescimentos dos miomas. Ou seja, não são responsáveis por seu aparecimento, apenas aumento de tamanho.
Segundo médicos e pesquisadores especializados, o uso de anticoncepcionais e a reposição hormonal não causam o mioma, mas alguns tipos de hormônios podem acelerar seu crescimento. Os miomas podem se posicionar basicamente em três locais junto ao útero: no interior das paredes internas, no meio das paredes e fora do útero.
Dependendo de sua posição e volume, as reações e sintomas no organismo podem ser diferentes. Porém, sempre são causadores em potencial da obstrução das trompas, causando infertilidade e abortos espontâneos. A eliminação dos nódulos pode permitir a gravidez, mesmo depois da ocorrência de abortos.
Os sintomas dos miomas variam de acordo com o grau de evolução do tumor e sua localização.
- Miomas Dentro das Paredes do Útero -> sangramento excessivos na menstruação e também fora do período menstrual, além de cólicas;
- Miomas no Meio das Paredes do Útero -> pequenas saliências no ventre, também acompanhados de menstruações prolongadas e cólicas;
- Miomas na Extremidade Externa do Útero -> sensação de aumento de peso e surgimento de volumes no ventre, que podem ser semelhantes e confundidos com a gravidez, além de cólicas.
O tratamento dos miomas pode ser feito com hormônios, medicamentos, intervenção cirúrgica ou controle médico. O tratamento hormonal é contra-indicado por alguns especialistas, sendo considerado uma terapia alternativa à cirurgia, uma vez que os medicamentos também não apresentem resultados satisfatórios.
Desta forma, a cirurgia (miomectomia) ainda é o procedimento usual, que consiste na retirada apenas do mioma. Já a histerectomia, retirada do útero junto com o mioma, é o procedimento mais comum, embora o mais agressivo. Para as mulheres na menopausa e com pequenos tumores, o controle médico é o mais comum, pois com a queda natural das taxas de hormônios, esses nódulos podem diminuir e até desaparecer. Em qualquer caso, a consulta médica periódica é essencial, para manter o controle sobre o desenvolvimento da doença.
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Amei essas dicas gente, foram super úteis