Pílula Do Dia Seguinte




Dia Seguinte Pílula Do Dia SeguinteA pílula do dia seguinte é um medicamento com altas taxas de hormônios femininos que impedem a fixação do óvulo no útero, evitando assim uma gravidez inesperada.

O uso e a comercialização da pílula do dia seguinte foram liberados no Brasil em 1996, e até hoje existem muitas dúvidas e polêmicas quanto ao seu uso. Considerado um contraceptivo de emergência, o produto tem uma carga muito alta de hormônios, que pode ser comparado a uma cartela inteira de anticoncepcionais. Por isso, médicos alertam para o seu uso indiscriminado, que não deve nunca substituir a camisinha e o método anticoncepcional normal.

A pílula do dia seguinte é, na realidade, formada por dois comprimidos que devem ser tomados até no máximo 72 horas depois de uma relação sexual desprotegida, com um intervalo de 10 horas entre as doses, para impedir a gravidez. Quanto mais tempo passar entre a relação e a primeira dose, menor a eficácia do medicamento.

Existem dois tipos de pílula, uma delas é composta apenas pela progesterona, recomendada para mulheres que possuem uma resistência menor à ação hormonal. Já a outra, é composta de progesterona e estrogênio, indicada para mulheres que precisam de maior taxa de hormônio. Ao tomar o primeiro comprimido, a mulher recebe uma dose forte de hormônios no organismo, provocando os seguintes efeitos, nos diferentes estágios:

  • Os hormônios agem na parede do útero – endométrio,  que descama e impede a fixação do óvulo fecundado;
  • O muco que reveste as paredes internas do útero fica mais espesso, formando uma espécie de barreira que impede a passagem dos espermatozóides para fecundar o óvulo;
  • As trompas também sofrem alterações na sua movimentação, impedindo que o espermatozóide seja levado até o óvulo;

A pílula do dia seguinte tem efeitos colaterais e não deve ser usado por pessoas que tenham algum problema ou insuficiência no fígado, órgão onde o medicamento é metabolizado. Mulheres com hipertensão arterial, tendência a trombose e diabetes também não devem usar o medicamento.

Os efeitos colaterais mais comuns são: náuseas, dores de cabeça e de estômago, vertigens, insônia, irritabilidade, pequenos sangramentos, ciclo menstrual irregular e queda de cabelo. Devido aos efeitos colaterais e a alta dose de hormônios, o ideal é que o medicamento seja utilizado com orientação médica, pois qualquer alteração na taxa normal de hormônios, pode causar uma grande confusão no corpo feminino, incluindo aumento de peso. Porém, a venda do medicamento é liberada nas farmácias brasileiras, e não necessita de receita médica.




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