Você Sabe o que é Plantar a Lua?

Nessa semana, a atriz Bianca Bin virou o centro de uma polêmica ao falar sobre um ritual envolvendo sangue menstrual. Você já ouviu falar em Plantar a Lua? Tem ideia do que se trata?

Para entender melhor o ritual que tem ganhado força entre algumas mulheres, é preciso entender que existem tradições que se perderam ao longo do tempo. Houve uma época em que o sangue da menstruação era considerado sagrado e poderoso. Assim, era comum colocá-lo na terra, ou devolvê-lo à terra.

Ciclo Natural

Atualmente, a menstruação é mais encarada como algo sujo. O que o ritual de Plantar a Lua propõe é tratar esse ciclo como natural e aproveitar o período do mês para realizar uma comunhão entre o corpo da mulher e o universo.

Incentivadora da prática, Bianca fala do ritual como um momento de gratidão e entendimento íntimo. “É uma forma de fechar o ciclo. Isso mudou minha relação com meu corpo e com me entender mulher. O universo é uma grande potência feminina e é com essa força que busco me conectar sempre”, explicou.

Como Plantar a Lua

O simbolismo de Plantar a Lua ainda traz muitas dúvidas, porém, o processo é bastante simples. A atriz utiliza o coletor menstrual e mistura seu sangue a um pouco de água antes de regar algumas plantas. O ritual exige um momento de silêncio e autoavaliação.

Quem é adepto do hábito pode tanto oferecer o sangue para uma única planta especial, quanto para um jardim. O importante do processo é conseguir a conexão entre a mente e a natureza.

Como já era esperado, a explicação e o incentivo de Bianca para o ritual gerou muita polêmica. Contudo, se trata de um processo íntimo que nada tem a ver com questões de higiene, passando principalmente pelas crenças de cada um.

As Doenças Mais Comuns Entre as Mulheres

Doenca MulherMais do que dia de receber e mandar flores, o Dia da Mulher é um dia de consciência. Apesar das comemorações por todo país, a verdade é que a saúde da mulher ainda está longe do ideal, muitas vezes sendo deixada de lado pelo bem da família.

É muito comum ver mães e esposas que se sacrificam e acabam deixando seu bem estar de lado. Colocar os filhos em primeiro lugar não é um erro, o problema é quando essa prioridade é tão absoluta que sinais de doença são ignorados pela mulher. E quando percebidos, pode ser tarde demais.

Confira a seguir uma lista com as 5 doenças mais comuns entre as mulheres e como preveni-las a tempo de buscar ajuda:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC): podendo levar à morte, o AVC costuma ser resultado de uma série de riscos, como  hipertensão, colesterol, tabagismo, diabetes, sedentarismo e obesidade. É preciso controlar estes fatores e tomar cuidado extra com o uso de anticoncepcionais e hormônios.

  • Infarto: antigamente existia o mito de que apenas homens podiam infartar, o que é um grande engano. E o pior é que os sinais de infarto em mulheres podem ser muito discretos, com dor perto do estômago, dor nas costas e suor. É essencial procurar um médico assim que estes sinais aparecerem. As primeiras 6 horas podem salvar a vida da mulher.

  • Câncer de Mama: não existe nada mais importante do que o autoexame e as mamografias regulares, conforme sua idade e histórico familiar. Quando descoberto cedo, o câncer de mama tem até 95% de chance de cura.

  • Câncer de Pulmão: largue o cigarro, simples assim. Até conviver com um fumante pode prejudicar o seu pulmão, e fumar é um grande perigo para sua saúde.

  • Câncer de Útero: o exame de papanicolau, também conhecido como exame preventivo, precisa ser feito anualmente. Podendo ter até 100% de chance de cura, este câncer ainda mata muito no Brasil.

Além destas 5 doenças, vale dizer que infecções continuam sendo também muito cruéis com as mulheres brasileiras. De pneumonia ao vírus da AIDS, a prevenção é sempre o melhor remédio. Por isso, mantenha sua higiene sempre em dia e não hesite em exigir que seu parceiro use proteção durante a relação sexual. Se você não se cuidar, infelizmente é provável que ninguém faça isso por você. Portanto, não se deixe enganar pelas flores e lute por si mesma, sem medo.

Dia da Mulher – Dia de Guerreiras

Strong_WomenHoje, 8 de maio, celebra-se em todo o mundo o Dia Internacional da Mulher. A data marca a luta pelos direitos iguais entre homens e mulheres, algo que começou a transparecer de verdade entre a população a partir do início do século 20.

A criação da data reflete o espírito de uma época: no início do século passado, as manifestações feministas correram o mundo, especialmente em cidades como Nova York, Berlim, Viena e São Petesburgo. O primeiro Dia da Mulher foi celebrado já em 1909, nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América.

No ano seguinte, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, na cidade de Copenhague, ocasião em que foi aprovada a proposta da socialista alemã Clara Zetkin que visava a criação de um Dia Internacional da Mulher – embora nenhuma data específica tenha sido definida. Mesmo assim, no ano seguinte a data foi celebrada em diversos países, no dia 19 de março.

Na Rússia, curiosamente, a celebração pelo Dia da Mulher, no ano de 1917, foi o estopim para o início da Revolução que mudaria a história do país. Em 8 de março, operárias da indústria têxtil entraram em greve para protestar contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na I Guerra Mundial. A manifestação acelerou os acontecimentos que desembocaram na Revolução de Fevereiro – tanto que, por causa disso, a data passou a ser celebrada neste dia, nos países socialistas, como homenagem à “mulher trabalhadora”. Mas aos poucos a festividade perdeu sua vertente política – tornando-se uma espécie de segundo Dia dos Namorados – ao mesmo tempo em que o Dia da Mulher começava a cair no esquecimento.

O resgate da data aconteceu só no final dos anos 60, quando os movimentos feministas chegaram ao seu auge, sendo adotado oficialmente pela ONU em 1977 – dois anos antes a Organização havia celebrado o Ano Internacional da Mulher.

Atualmente, a data serve para que as mulheres sejam homenageadas em todo mundo, seja com um gesto de carinho ou de amor, mas sempre visando o respeito e a igualdade. Uma celebração que relembra as conquistas políticas, econômicas e sociais de todas as mulheres do globo e que reforça a luta mundial que ainda precisa ser travada para que se conquiste os direitos iguais entre as pessoas de ambos os sexos.

Mioma

As estatísticas revelam que cerca de 30 a 40% das mulheres em idade fértil e com mais de 35 anos têm mioma. São índices altíssimos, porém não é preciso se assustar, o mioma é um problema comum, de fácil diagnóstico e que pode ser solucionado através de tratamento com medicamentos ou através de cirurgia.

O mioma é uma espécie de tumor benigno que surge no útero feminino e que não possui uma causa definida, apesar de haver algumas evidências de predisposição genética, já que nas mulheres negras a incidência é maior do que nas outras.  Entre os principais sintomas da  presença de miomas estão a irregularidade dos ciclos menstruais que podem se tornar mais longos ou mais curtos, fluxo menstrual abundante, aumento de volume da barriga, cólicas, intestino preso e dor ao urinar e ao manter relações sexuais.

Porém, é importante salientar que cerca de 50% das pacientes com diagnóstico de mioma não apresentam nenhum sintoma, o que reforça a necessidade da visita regular ao ginecologista. O diagnóstico de mioma é feito através de exames clínicos e de ultrassonografia, e confirmado o diagnóstico as opções de tratamento são:

  • Cirurgia -> ainda hoje é o método mais utilizado e consiste na retirada total ou parcial do útero, eliminando a possibilidade de reincidência do problema. A cirurgia pode ser feita através de laparoscopia que é uma técnica menos invasiva ou através da tradicional cirurgia abdominal. A cirurgia exige anestesia geral e a paciente normalmente recebe alta em 2 ou 3 dias, porém deve permanecer em repouso por mais alguns dias;
  • Cirurgia de Miomectomia -> nessa cirurgia apenas os miomas são retirados e o útero é preservado. Esse tipo de cirurgia permite que a mulher engravide, contudo não elimina a possibilidade dos miomas ressurgirem;
  • Terapia com Hormônios -> o tratamento com hormônios reduz o tamanho dos miomas, mas não os elimina. Em muitos casos a terapia com hormônios é realizada antes da cirurgia de miomectomia, especialmente no caso de miomas muito volumosos.

Apesar de o mioma ser um tumor benigno, é fundamental tratar o problema adequadamente, evitando outras complicações, pois ele pode causar sangramentos intensos, anemia, dor forte e outros sintomas. Em alguns casos pode provocar até infertilidade e em casos raros evoluir para um câncer.